"Não passa de um tácito contrato entre duas
pessoas sensíveis e virtuosas. Falo sensíveis,
porque um monge ou um eremita pode não
ser mau e levar uma existência sem conhecer
a amizade. Digo virtuosas, porquanto os
malvados só conhecem cúmplices;
os lúbricos possuem companheiros de
libertinagem; os ambiciosos atrelam-se aos
associados; os políticos apinham à sua volta
os de feitio faccioso; os homens vulgares e
entregues à ociosidade têm apenas ligações;
os príncipes cercam-se de cortesãos; mas só
os homens virtuosos, e somente eles, contam
com amigos."
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